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Obra inacabada gera reclamações

Moradores criticam serviço de empreiteira feito por meio do programa de Pavimentação Comunitária

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Obra inacabada  gera reclamações

Faz cerca de oito meses que moradores da Rua Nonoai, no bairro Universitário, decidiram ingressar no Programa de Pavimentação Comunitária. Cada um ficou responsável pelo pagamento da área correspondente à sua casa. A obra foi iniciada em junho, mas ainda não está concluída.
Moradores cobram o término do serviço e reclamam de bueiros entupidos e buracos que teriam sido causados pelo trabalho da empreiteira. No início da rua, há um bueiro danificado, que gera perigo aos moradores.
José Antônio de Souza Machado reside na rua faz 23 anos. Conta que, no ano passado, os vizinhos se reuniram para pedir a obra de pavimentação. Ele pagou sua parte à vista, R$ 5,2 mil, e alega que não recebeu o que foi prometido.
“Não trouxeram o rolo para passar no paralelepípedo. Os moradores tiveram que fazer as bocas de lobo, pagar mais por isso, e a empreiteira deixou assim. Disseram que iriam fazer uma rampa para minha esposa sair e também não fizeram. Ela tem dificuldades para andar”, lamenta.
Os vizinhos Jairo e Márcia Ferreira passam pela mesma situação. No início da semana, ele tapou por conta um dos buracos que teriam sido feitos pela equipe da empreiteira no espaço reservado à calçada da família. “Nós queremos cimentar e não dá pra deixar esse buraco. Na frente de casa, também tivemos que tapar a boca de lobo, porque não há as telas de proteção”, ressalta.

Inacabado

De acordo com Ferreira, poucos moradores ainda têm uma parcela da obra para pagar, o restante está em dia, e mesmo assim o serviço não está concluído. Ele diz que o cordão da calçada ficou torto e que parte da rua já está se abrindo. Também falta a colocação de areia entre as pedras de paralelepípedo, acrescenta.

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Jairo tapou por conta própria buracos resultantes da obra no terreno de casa


“Faz tempo que a empreiteira não aparece. Os funcionários só vêm cobrar”, reclama.
O secretário de Obras e Serviços Públicos do município, Fabiano Bergmann, explica que o contrato é feito com a empreiteira e que o município é apenas responsável pela base na pavimentação, mas entende que, se o morador paga, tem o direito de exigir qualidade no serviço.
A redação entrou em contato com o responsável pela empreiteira, que alegou falta de pagamento de moradores e afirma irá concluir a obra.
 

BIBIANA FALEIRO – bibiana@jornalahora.inf.br

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