Vale do Taquari

Uso de GNV cresce 74% em dez anos na região

Diante da expansão do mercado, Vale deve ganhar segundo posto com combustível alternativo até o fim do ano. Para usuários, preço do gás precisa baixar

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Uso de GNV cresce 74%  em dez anos na região

Nos últimos dez anos, o número de carros que utilizam o Gás Natural Veicular (GNV) cresce a uma média de 100 carros por ano. O estado tem 4,1 milhão de automóveis, sendo que 76,5 mil utilizam o gás como combustível. Na região, mais de 2 mil motoristas do Vale optam pelo combustível.
No único posto da região, o metro cúbico custa R$ 3,25, enquanto o litro da gasolina comum sai por R$ 4,45. Com o crescimento do mercado, está prevista ainda para este ano a abertura do segundo posto com GNV do Vale do Taquari, na Rota do Sol, em Estrela.
Para mecânicos que atuam no ramo, o combustível é uma tendência mundial que deve crescer ainda mais nos próximos anos. Na avaliação dos usuários, a relação custo-benefício já foi melhor. Além do menor custo, outro atrativo do GNV é a redução da emissão de poluentes na atmosfera.
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Tendência internacional

O mecânico Alexandro Soster começou a trabalhar com GNV em 1998, um ano antes de a tecnologia chegar ao estado. No ano passado, ele participou e uma feira internacional de tecnologia automotiva no Rio de Janeiro.
Soster conta que o destaque do evento foi o gás natural, apontado como tendência mundial. “O mundo do gás natural está começando e é realidade hoje”, defende.
Passados 20 anos da chegada da tecnologia, eler afirma que estão superadas questões como a maior necessidade de manutenção. “Os sistemas de primeira e segunda gerações davam muito problema, era verídico. Hoje posso afirmar que a durabilidade do motor pode chegar ao dobro.”
O custo de instalação hoje fica em torno de R$ 4,8 mil para os equipamentos de tecnologia Euro5, os mais modernos.
Economia pode chegar a 50%
Samir Marcos Battisti, de Marques de Souza trabalha com loteamentos e viaja pelos municípios do Vale do Taquari diariamente. Ele está plenamente satisfeito com o gás natural.
Ele fez a instalação em Criciúma, onde o preço era melhor. Investiu pouco mais de R$ 3 mil e calcula que o valor voltou em economia após cerca de um ano. “Com 17 metros, eu faço 280 km. Com 17 litros de gasolina, faria pouco mais de metade”, calcula.
Um argumento contrário à adoção do gás é a redução da potência do veículo. O sistema instalado no seu carro é da tecnologia Euro 5. Ele afirma que a perda de potência não passa de 5%.
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Já foi mais barato

Em função do trabalho, Dothan Erbes roda cerca de 4 mil quilômetros por mês. Ele é regente de corais e dá aulas de música em diversos municípios. Ele está parcialmente satisfeito com a opção. “Quando instalei, valia mais a pena. O preço do metro cúbico era menos de R$ 3”, recorda.
Para Erbes, a maior dificuldade para abastecer pesa contra a opção pelo gás veicular. Ele estima que o valor precisaria chegar a R$ 2,50. para a conversão para o GNV tornar-se mais vantajosa.
No fim de julho, o governo federal lançou o programa Novo Mercado do Gás. O objetivo é reduzir em 40% o preço do insumo em dois anos.
 

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br

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