ENERGIA ELÉTRICA

Produtores pressionam RGE contra quedas de energia

Comunidades organizam abaixo-assinado para troca de postes e melhorias na rede de distribuição

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Produtores pressionam RGE contra quedas de energia

Os casos frequentes de falta de energia elétrica em Forqueta e parte do bairro Rui Barbosa revoltam moradores e fazem com que as comunidades se unam para cobrar soluções da RGE. Os problemas são antigos, entretanto se intensificaram nos últimos dias.
Apenas na semana passada, foram registradas cinco quedas de luz, contam moradores. Uma delas ocorreu por mais de 12 horas entre o dia 31 de dezembro e o dia 1° de janeiro.
O problema motivou abaixo-assinado. São 15 folhas que circulam pelas comunidades cobrando melhorias urgentes nas redes de energia elétrica. Para os moradores, a quantidade de postes de madeira podres ou quebrados é que causa a falta de energia elétrica.
“Pagamos nossa conta e não temos uma energia confiável. Queremos uma solução”, cita trecho do documento que deve ser entregue na sede da RGE de Lajeado nas próximas semanas. Expectativa é que mais de 300 pessoas assinem o documento.
Paralelo ao abaixo-assinado, os moradores participaram de reuniões com representantes do governo municipal e RGE. Último encontro ocorreu na noite de ontem.
Prejuízos para a população
O agricultor Paulo Grassi jogou fora 500 litros de leite estragado nesse sábado, 4. O problema ocorreu em função da queda de luz e enfraquecimento da rede trifásica, ocasionando a queima de um dos componentes do refrigerador.
Grassi reforça a necessidade de melhorias na rede elétrica. Em frente da propriedade, mostra um poste de madeira oco que deve gerar problemas no futuro. “A cada semana, cai um poste. Infelizmente só assim para eles serem trocados”, comenta.

Conforme Grassi, em agosto do ano passado representantes da RGE teriam prometido em reunião melhorias na rede elétrica. O Executivo até realizou levantamento dos postes em estado precário.
Com uma floricultura no distrito de Forqueta, Patrícia Meyer cita as dificuldades da produção devido as quedas de luz. “Precisamos de energia para a bomba que molham as flores. Já teve casos que tivemos de regar manualmente pelas quedas de luz”, comenta.

A redação do A Hora entrou em contato com a assessoria de imprensa da RGE por e-mail na tarde de ontem. Entretanto, não obteve retorno até o fechamento da edição.

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